sexta-feira, 23 de junho de 2017

Texto sem sentido, sobre um dia sem sentido

Entrei no carro e olhei para fora da janela, eu buscava na paisagem algum motivo, alguma explicação para o que aconteceu ter realmente acontecido. Eu queria entender o porque da distancia, do fim repentino, das perguntas que ficaram sem resposta.

Naquele abraço eu senti o “oi” que ficou escondido por tantos meses, senti que você queria me dizer alguma coisa, mas invés de apenas dizer, você me abraçou e passou a mão pelo meu cabelo. O seu toque é algo que realmente me deixa intrigada, não consigo raciocinar quando você ta perto, e isso não devia acontecer.

Tantos meses se passaram, tantos olhares não trocados, graças a esse abismo que nós mesmos criamos. Eu senti a sua falta, ainda sinto, mas como, porque?

Perguntar como vai a vida, ouvir um tudo bem, tchau até mais, fica bem. Depois de tantas conversas, revelações, carinho um para com o outro, foi isso que nos sobrou, uma mera cordialidade.

Pensei que não te ver, não ter o contato poderia apagar tudo o que um dia eu senti.

Mas ao te ver do outro lado da rua, receber o seu abraço, sentir o seu cheiro, o seu toque suave, trás em mim a realidade que ficou escondida entre as minhas fantasias e pensamentos. Eu sentia sua falta, eu queria você de novo.

E ali, no meio da rua, por míseros minutos, você era meu. Nos meus pensamentos mais profundos, você era meu, mesmo que já sendo de um outro alguém, ali você me pertencia, como sempre foi para mim ao receber os seus abraços.

Até logo caro amigo, até um outro momento de mera formalidade, que entre o oi e o tchau, os meus sentimentos afloram, eu sinto, me despeço, e sonho novamente.


                 15/06/2017

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